terça-feira, 31 de março de 2009


Se o silêncio matasse,
Seria eu uma assassina?
Dos meus próprios pensamentos,
Dos murmúrios dos teus lábios?
E não os mataria da mesma forma,
Se quebra-se o silêncio,
Proferindo palavras banais
Para o vazio que nos separa?

Photo by: a.m

terça-feira, 3 de março de 2009

Caem com a chuva da manhã
Todos os meus sonhos elevados.
Batem na janela chamando por mim
Tentando me acordar para a realidade que hoje desperta.
E eu permaneço imune e silenciosa,
Olhando através do vidro da alma,
Cada gota como um grito de desespero,
Dissolvendo a ilusão que me aconchega.
Cresce em mim o desejo do sol sombrio
Que me ilumina o pensamento, que me impede de pensar!
Não! Não quero pensar!
Quero afastar de mim a dor que me pesa,
Pelo conhecimento que o pensamento me dá.
Volta ilusão!
Pára essa chuva que me dissolve por entre pensamentos inúteis
Que me levam à loucura!
E é nessa loucura, que saio à rua,
Caem-me as gotas como punhais, ferindo-me os olhos.
Deixo de ver!
A realidade que me rodeia e sinto,
Um raio de sol entrando em mim…
A chuva parou!
Agora corre o rio,
Como vida que passa, o que foi jamais voltará,
E sou novamente, feliz.




Photo by: a.m

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Dá-me um abraço...


Antes que a noite se vá...

...Antes que o mundo amanheça...

...Antes que o sol se ponha...



Photo by: a.m

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Agarras-me as entranhas...
Entras em mim pela suavidade do teu toque,
Aqueces a pele gélida com os teus lábios de fogo.
Percorrendo o meu corpo com mãos de seda,
Sussurras-me ao ouvido, palavras sem sentido,
Levando-me numa viagem única.
Sinto!
Cada movimento teu, a tua respiração…
E sei!
Que vens comigo nessa viagem,
Por entre sons sem sentido.
E é nesse sem sentido que tudo toma significado
E voltamos, saboreando o que ficou,
Num abraço apertado.





Photo by a.m

sábado, 17 de janeiro de 2009

És...


És a bela flor,
Que brota na manhã,
E o orvalho aconchega-se no cetim das tuas pétalas.
És criança crescida,
Que se julga mulher no mundo de homens que te rodeia.
És momento isolado,
Num intervalo de tempo.
És ser sem ser,
Num mundo real.
És artista plástica de humanos,
Abolindo cada obra.
És flor venenosa
Contagiando quem te rodeia.
És apenas um ser
Como tantos outros que deambulam pelas ruas.
Apenas não acreditas…


Foto by a.m

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Vento

Em manhãs solarengas
Passeias na tua calma,
Trazendo o sabor da tua brisa
Aos amantes enamorados, acalentando a sua alma.

Conselheiro de todas as horas,
Todos procuram o teu sopro
Que trás calma,
À alma e ao corpo.

Na noite sombria,
Todos te afastam,
Caminhas só por entre os arvoredos
Lamentando os que te detestam.

Enfureces a tua natureza
Deixando um rasto sem fim
Ferindo a tua essência
No que resta de ti.

Vento que tudo percorres,
Tomando a forma do que encontras,
Espreitando cada canto e recanto
Sem saber realmente quem és!

Assim sou eu…





Photo by a.m

quarta-feira, 19 de novembro de 2008


Levas-me os olhos ao horizonte,
Procurando o que há muito partiu,
Trazes-me o consolo
No teu vai e vem de esperança.
Sinto o teu sabor em meus lábios
Amargo de lágrimas em ti derramadas,
Mágoas depositadas em tempestades de tormenta.
Tanto sofrimento causas-te na extensão do teu ser,
Tantas vidas tiraste e outras tantas desfizeste,
E tantos te amam e navegam em ti
Procurando o que outrora outros procuraram,
Eu procuro em ti e não encontro o que de mim levas-te
E junto as minhas lágrimas, a tantas outras que possuis…
Chamam-te mar!
Chamo-te mágoa…


Photo by:a.m