................................................................. [Com sabor a sal]
São linhas e entrelinhas de pensamentos bruscos e sem sentido,
Que se perdem no sentido que dei ao que chamo de vida.
Não são mais,
Que sufocos adormecidos pelo tempo,
Por poeiras de optimismo transformadas em ilusões incandescentes,
Entre os olhos de quem me olha, com paixão mas sem razão…
São desejos e sonhos envoltos em medos,
Da rejeição de quem em mim colocou utopias elevadas em pedestais,
Alimentando esperanças num leito infértil.
E assim perdi,
A noção da essência do meu ser, e não me encontro, nem me reconheço,
Por entre os fragmentos das minhas entranhas e a superfície polida que todos olham e vêm.
Se eu não me vejo, como consegue alguém me ver ?