................................................................. [Com sabor a sal]
São linhas e entrelinhas de pensamentos bruscos e sem sentido,
Que se perdem no sentido que dei ao que chamo de vida.
Não são mais,
Que sufocos adormecidos pelo tempo,
Por poeiras de optimismo transformadas em ilusões incandescentes,
Entre os olhos de quem me olha, com paixão mas sem razão…
São desejos e sonhos envoltos em medos,
Da rejeição de quem em mim colocou utopias elevadas em pedestais,
Alimentando esperanças num leito infértil.
E assim perdi,
A noção da essência do meu ser, e não me encontro, nem me reconheço,
Por entre os fragmentos das minhas entranhas e a superfície polida que todos olham e vêm.
Se eu não me vejo, como consegue alguém me ver ?
8 comentários:
É possível ser visto na neblina, mas a neblina faz parte do próprio Ser
Saio daqui encantada com estas palavras...
Experimenta caminhar na neblina serrada, sem veres sequer os teus proprios pes, nao existe nada mais assustador e libertador que caminhar sem ver o caminho.
se quiseres conversar podes adicionar
safeside@live.com.pt
Passei por aqui para dizer que gostei de achar estas belas palavras perdidas.
Lídia Borges
Boa pergunta que ás vezes nos fazemos!
Belo poema (que eu gostaria de ter escrito).
Bjo
Porque as pessoas olham de fora. E tu olhas de dentro.
escrevo algumas coisas parvas a que as pessoas chamam de poesia, mas nem se compara ao que tu escreves ;)
muito bom mesmo xD
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